Por que sinto tanta culpa sendo mãe?
A culpa costuma chegar antes mesmo de qualquer erro. Ela aparece quando você descansa, quando não amamenta como imaginou, quando sente raiva ou saudade da vida anterior. Sentir isso não faz de você uma mãe pior, e falar sobre isso costuma aliviar mais do que tentar calar.
Por Valéria Regina Silveira · Psicóloga · CRP 01/30790 · Criadora do Mamãe IA
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O que pode estar acontecendo
Existe um ideal de mãe que quase ninguém alcança: disponível o tempo todo, satisfeita, sem cansaço e sem ambivalência. Comparar-se com esse ideal produz culpa constante.
Somam-se comentários de família, redes sociais, sobrecarga, pouca rede de apoio e a expectativa de que você dê conta sozinha.
A culpa também pode ser sinal de esgotamento. Quando ninguém cuida de quem cuida, sobra pouca margem para ser gentil consigo.
O que pode ajudar agora
Não dá para argumentar com a culpa no meio do dia. Dá para trocar a frase de dentro por outra mais justa e para pedir uma ajuda concreta.
Uma coisa pequena para hoje
Escreva a frase que a culpa mais repete para você e, ao lado, o que você diria a uma amiga na mesma situação. Depois escolha um pedido pequeno para fazer a alguém hoje.
Leve isso para a conversa
Se for difícil começar, você pode usar esta frase com seu médico, sua psicóloga ou a equipe que te acompanha:
“Tenho me sentido culpada quase o tempo todo, mesmo fazendo o que consigo. Queria conversar sobre isso.”
Quando procurar ajuda
Procure avaliação se a culpa for constante, se vier acompanhada de tristeza profunda, de sensação de fracasso, de afastamento das pessoas ou de pensamentos de que o bebê estaria melhor sem você. Nesse caso, busque ajuda imediatamente.
Se houver risco imediato para você ou para o bebê, procure ajuda agora mesmo. No aplicativo, a página de ajuda reúne os caminhos de emergência.
Dentro da Mamãe IA
Conversar com a Mia
Colocar em palavras o que você sente culpa de dizer em voz alta, sem julgamento.
Cuidado para Agora
Um passo pequeno e possível quando a energia está baixa e a cobrança está alta.
Para continuar lendo
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Fontes
- Organização Mundial da Saúde — guia sobre saúde mental materna
- Ministério da Saúde — depressão pós-parto
Curadoria psicológica: Valéria Regina Silveira, psicóloga perinatal, CRP 01/30790.
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